terça-feira, 17 de maio de 2011

ponto final da história.

Só agora é que me apercebi que me estava a agarrar a uma coisa que já não existe. Que a pessoa que eu tinha tantas saudades, já não existe.
Algumas das coisas que amamos e odiamos acabam por mudar.
E até podiamos ficar o dia inteiro a desejar que elas ainda fossem o mesmo, mas há coisas que simplesmente não conseguimos alterar.
E sabes que mais? Não me importo!
Ainda te tenho no canto do olho, mas apenas como uma boa memória.

 

segunda-feira, 28 de março de 2011

Quanto mais me afasto, mais me custa estar distante.

Persegue-me a cada segundo do meu dia.
Acompanha-me em cada passo que dou.
Uma dor que me corrói, que me impede de ver aquilo que é, por natureza, absolutamente preciso para a minha felicidade.
Essa dor que me tornou uma pessoa fechada e revoltada.
Essa dor inexplicável. Essa dor que NUNCA pensaríamos que qualquer outro ser humano seria capaz de sentir.
Essa que, por mais dolorosa que seja, se tornou parte da minha personalidade, que me fez ser quem eu sou hoje.
Uma dor incomparável, resultante da maior mixórdia de sentimentos alguma vez sentidos.

Já a sentiste? Já alguma vez te queixaste dela a quem te a causou? É claro, mas ninguém te dá ouvidos.
Hipoteticamente, ainda és uma criança.
"Não faças filmes", dizem eles. "És demasiado nova para te preocupares com problemas sem importância como esses."

Gostava de dizer que acabas por te habituar, mas é difícil.